sábado, 23 de outubro de 2010

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Orkut, MSN, Twitter, Lasfm, Formspring, Facebook, Youtube, WeHeartIt e blá, blá, blá. Os adolescentes dos dias de hoje se encontram cercados pelos mil e um utilitários da Internet e seus computadores de mais alta velocidade juntamente com seus bilhões de bytes de memória.
Evolução? Progresso? Ou quem sabe, globalização? Sim, sim, o setor tecnológico desde a Terceira Revolução Industrial é o que evolui de maneira mais rápida até os dias de hoje. A sociedade se torna cada vez menos rústica e mais artificial.
Conceitos como sexo-online se tornam novos, porém, bastante usados, enquanto cartas como as de antigamente perdem seu valor e sentido. Rosas roubadas e serenatas ao som de um violão são raras, afinal, você pode usar o som do seu carro, e até mesmo enviar a ela um belo buquê virtual acompanhado de uma mensagem com “musiquinha” de fundo. Saudade? Difícil ein, já que algumas horas no Skype podem resolver isso. Mensagens nos celulares podem condenar mais do que marcas de batom em um colarinho, e querendo ou não, e a realidade que vivemos. hehe
“Talvez eu seja o último romântico”. Os que ainda restam são considerados cafonas. Romantismo? Pra que isso? Já dizia meu pai: “Quem gosta de homem bonito e romântico é viado. Mulher gosta é de carteira cheia.”. Muitas fogem dessa regra, porém, é triste saber que se pode aplicá-la a muitas.
O “Eu te amo” foi banalizado. Afinal, é tão fácil dizer essas palavras juntas com um s2 (L *_* e apertar um ENTER. As sensações de dizer isso ao pé do ouvido de alguém com verdadeiro sentimento em suas palavras estão quase perdidas.
Negócios de bilhões de dólares são fechados com uma ligação. Relacionamentos de meses ou quem sabe anos são terminados com um sms.  Segredos são revelados, fofocas espalhadas, privacidades quebradas, e tudo isso é facilmente divulgado, de maneira barata e rápida.
           Como uma faca de dois gumes a Internet e seus derivados tem seus prós e contras. Com toda certeza esses avanços vieram para ficar e tem ajudado bastante a todos, porém, sem dúvidas alguma eles afastaram as pessoas de maneira incalculável.
           Vamos valorizar as coisas pequenas, as amizades, a família. Vamos deixar de dormir todo dia com vontade de fazer alguma coisa para que, no dia de amanhã, não acordemos arrependidos de tudo aquilo que não fizemos.

           Eduardo Gerino” está convidando você para continuar perdendo sua vida social em frente a esse computador.
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6 comentários:

  1. É foda viver a mudança, mas é mais foda ainda ser parte dela, e não fazer nada. Se é que tem algo ao nosso alcance a não ser palavras sem sentido num blog sem destino.

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  2. Internet, isso me mata! Mas como vc disse, não dá mais pra viver sem.

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  3. Como uma faca de dois gumes.
    Bela citação no seu texto.
    E realmente, você está certo, como sempre né !
    A banalização do TE AMO realmente acontece.
    Eu sou uma, que fala muitos te amo's virtualmente, mas nem por isso deixo de falar pessoalmente pra quem eu amo. Porém, existem pessoas que só conseguem se expressar em frente a uma tela fria de um computador sendo que bom é sentir o calor de quem você gosta, e ver o sorriso tirado do seu rosto com suas palavras.

    Belo texto Gerino *-*
    Parabéns.
    beijos,
    Carol Vilela

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  4. Que isso ou, to até feliz aqui vendo que tem mais uns além de mim arriscando no mundo dos blogs.
    Aliás,texto muito bem escrito e pensado..
    Parabéns ai Gerino!

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  5. A globalização é a quebra de barreiras entre os povos na questão cultural, econômica e financeira. As informações são trocadas por países praticamente em tempo real.
    Com isso cada vez mais as pessoas estão sem tempo, ocupadas com várias coisas ao mesmo tempo, oqe as fazem optar por uma vida mais simples, rápida e fácil, fazendo assim no meu ponto de vista, desaparecer coisas muito importantes como: trocar uma boa conversa diretamente com a pessoas por “MSN”.
    Isso gerou um certo progresso, entretanto gerou falta de diálogo gerando dia á dia uma sociedade inerte, acomodada, passando horas e horas na frente de um computador (como eu “/ ). Isso gera um certo desconforto, pois estamos criando uma geração fútil, e esquecendo algumas coisas que fazem parte de nossa cultura e que jamais deveriam ser esquecidas.
    Afinal quem não gosta de receber flores? De estar junto com as pessoas que gosta?

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